A Carteira

Alterações:
Para o mês de julho inserimos a operadora de rodovias Ecorodovias (ECOR3) e a operadora logística JSL (JSLG3). Com isso, removemos a BR Properties (BRPR3) e a Unidas (LCAM3). Por fim, mantivemos a construtora e incorporadora Direcional (DIRR3), a empresa de telecomunicações Oi (OIBR3) e a produtora agrícola SLC Agrícola (SLCE3).

SLC Agrícola (SLCE3)
Em meio a um ambiente de pouca visibilidade sobre quanto tempo o surto de Covid-19 poderia durar, decidimos manter a SLC ao nosso portfólio de Small Caps.

Conforme discutido em relatórios recentes sobre commodities, no qual atualizamos a ação para Compra, acreditamos que a empresa deve conseguir resultados resilientes nos próximos trimestres. Não apenas esperamos que a demanda por grãos seja uma das mais consistentes entre todas as commodities, mas os preços também têm favorecido os produtores domésticos, devido a uma forte depreciação do BRL, que mais do que compensou a queda no acumulado do ano na CBOT (Chicago Board of Trade). No caso do algodão, também prevemos um cenário muito mais construtivo de oferta e demanda para o 2S20. No curto prazo, também estimamos pouco ou nenhum impacto para a SLC, uma vez que atualmente a empresa detém mais de 70% de sua produção de algodão 2019/20 protegida por hedge acima de US$ c70/lb (em comparação com ~US$ c57/lb à vista). Além disso, com a maioria dos campos de soja colhidos e com condições climáticas favoráveis nas áreas de algodão, vemos os riscos para os rendimentos da SLC com potencial de valorização.

EcoRodovias (ECOR3)
Vemos o ECOR bem posicionado para se beneficiar de: (i) o grande pipeline de investimentos em infraestrutura, a ser usado pelo governo como incentivo à recuperação da atividade macroeconômica no país; (ii) menor ambiente competitivo para novas concessões, devido à pressão financeira enfrentada pela maioria dos pares diretos; (iii) ritmo acelerado das discussões sobre os reequilíbrios do contrato com o Estado de SP, que acreditamos que devem ser assinados no curto prazo, representando um dos principais impulsionadores para as ações. Além disso, vemos a empresa negociando em níveis de valuation atraentes, com TIR real de 6%.

JSL (JSLG3)
Nossa visão positiva sobre a JSL se baseia em (i) fortes perspectivas de crescimento (expansão da tendência de terceirização de veículos no Brasil); (ii) desalavancagem, oferecendo uma história de criação de valor aos acionistas; (iii) alto mix de diversificação de receita, segmento e clientes; e (iv) aumento da lucratividade (o ROIC deve responder positivamente ao maior mix de contratos de aluguel de longo prazo). A JSL tornou-se uma grande fornecedora de contratos de gerenciamento de frota de longo prazo, nos quais os volumes devem ser menos voláteis do que em segmentos como logística de ativos pesados (apenas 36% da divisão de logística) e produtos de aluguel de carros de curto prazo (RAC representa 65% da frota total da MOVI). O valuation atual de 12x P/L 21 ainda é atraente em comparação com a maioria dos pares de logística e aluguel de carros.

Oi S.A. (OIBR3)
Há duas semanas, a Oi anunciou planos detalhados para levantar caixa e transformar a empresa em uma operadora de fibra B2B e B2C. Ela planeja vender: i) a unidade móvel por um preço mínimo de R$ 15 bilhões; ii) 25,5% de sua infraestrutura de fibra (backbone, backhaul e FTTH de última etapa – “last mile”) por um preço mínimo de R$ 6,5 bilhões (R$ 25,5 bilhões por 100%) mais um pagamento extraordinário de dividendos de R$ 2,4 bilhões; e iii) torres móveis e data centers no total de R$ 1,3 bilhão. Após a venda dessas unidades, a Oi estaria operando: i) um negócio de ponta em B2C FTTH, que estimamos valer pelo menos R$ 4 bilhões; e ii) uma herança dos negócios de voz fixa de cobre/banda larga e o DTH de TV paga. Seria também dono de 74,5% dos direitos econômicos da empresa de infraestrutura da Oi. Existem muitos desafios de execução, mas gostamos do que vimos no novo plano e pensamos que a empresa está no caminho certo. Atingimos um preço-alvo de R$ 2 para as ações da Oi, mesmo com premissas mais conservadoras para a venda de ativos.

Rentabilidade Histórica

No mês de junho a carteira BTGD SMLL apresentou uma alta de 27,4%, contra um avanço de 14,4% do índice SMLL e 8,8% do IBOV. Desde julho de 2010, a carteira acumula uma rentabilidade de 1.264,4%, contra 97,7% do SMLL e 56,1% do IBOV.

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